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Em resumo: O relatório que acompanha a Proposta de Orçamento do Estado para 2027 afirma que o Governo vai elevar a retribuição mínima mensal garantida para 970 euros em 2027, mais 50 euros do que hoje. O aumento ainda tem de ser fixado por decreto-lei, normalmente publicado no fim do ano, com efeitos a 1 de janeiro.

O que está previsto

No relatório da Proposta de Lei n.º 110/XVII/2.ª, entregue no Parlamento a 8 de outubro de 2026, o Governo escreve que em 2027 vai elevar o salário mínimo (RMMG) para 970 euros. Em 2026 o valor é de 920 euros, por isso o aumento previsto é de 50 euros brutos por mês.

O valor segue a trajetória do acordo de concertação social assinado em outubro de 2024, que prevê subidas anuais de 50 euros até 2028.

Ainda não é definitivo

O salário mínimo não é fixado pelo Orçamento do Estado, mas por decreto-lei do Governo, depois de ouvidos os parceiros sociais. Esse diploma ainda não foi publicado em Diário da República. Até lá, o valor em vigor continua a ser 920 euros. Os sindicatos pedem valores mais altos, por isso o número final pode ainda mudar.

A quem se aplica e a partir de quando

Se for confirmado, o novo valor aplica-se a partir de 1 de janeiro de 2027 a todos os trabalhadores por conta de outrem a tempo completo, incluindo quem tem contrato a termo. Em termos anuais, com subsídios de férias e de Natal, seriam 13 580 euros brutos (970 × 14) — exatamente o valor do mínimo de existência que a proposta de OE2027 prevê para o IRS.

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